Keyra Amarathar Post descaradamente roubado do blog A Espada Rubra.
(na mesma linha do Dalilah Zorah, de maio de 2007)
Raça: meio-elfa
Classe: ladina
Jogador: Camila
Kara Loderin esfregou as mãos nos braços nus tentando aquecer-se mas as correntes em seus pulsos feriram sua pele. A túnica de seda azulada que cobria parte de seu corpo esguio não a protegia do frio daquela noite de tempestade a bordo do Princesa do Sangue. O vento soprava forte e o mar arremessava o navio pirata de um lado para o outro com violência. A jovem conseguia ouvir vozes no convés, acima, e ordens sendo dadas aos marujos.
Ao seu lado, outros captivos tentavam manter a sopa de peixe no estômago a cada solavanco do Princesa. Muitos deles eram serviçais da família Loderin e alguns eram camponeses da aldeia ao sul do castelo. Kara sentia frio e fome e seu corpo todo doía.
"Senhora. Lorde Maran vai enviar homens atrás de nós. Logo a senhora estará em casa ao lado de sua família." Disse um homem velho que estava acorrentado ao lado de Kara.
A jovem olhou em direção à voz mas não reconheceu o homem que estava ferido e sem os dois olhos. No lugar, havia uma crosta de sangue velho.
"A senhora verá. Logo estaremos todos à salvo em Loderin." Disse o homem com esperança.
"Não vamos. Nunca mais."Pensou Kara Loderin. Os piratas haviam atacado há duas semanas e levado as riquezas de seu pai, escravos e, é claro, ela. O capitão havia dito que ela atingiria um bom preço nos mercados da distante Terra Negra, nos mares do sul. Kara chorava, pois sabia que seu destino estava selado e que somente não havia sido violentada ainda porque o capitão do navio a queria intacta até chegarem ao reino dos homens de pele de ébano.
Outro solavanco fez com que Kara voltasse a prestar atenção nos servos que compartilhavam o porão de navio com ela. Guy Presgor estava acorrentado a uma viga de madeira. Guy era um homem forte e um dos guarda-caças de seu pai. Um exímio arqueiro e um guerreiro competente. Porém, havia sido derrotado por um dos piratas, um halfling chamado Garret. O mesmo pirata havia decepado dois dedos de Guy e acabado com sua carreira como arqueiro.
Kara soluçou e depois de duas horas de tempestade sucumbiu ao sono e ao cansaço.
---
"Levem os escravos para o convés! O dia está lindo para um banho!" Gritou Ulbu, um meio-orc carrancudo sem a mão direita. Era o primeiro oficial do Princesa do Sangue. "Ah princesinha vai assistir tudo!" Completou este quando Kara surgiu no convés. Seus cabelos longos e cacheados estavam revoltos e pareciam feitos de ouro puro. Seus belos olhos verdes estavam embotados e Kara teve dificuldades em acostumar-se com a luz novamente.
Os escravos haviam sido levados ao convés e agora recebiam sopa de cabeça de peixe e algas. Os piratas gargalhavam quando um dos escravos perdia o equilíbrio por causa das correntes nos tornozelos e caía ruidosamente no convés. Kara Loderin tentou ajudar Guy e ouviu um estalo do chicote de Ulbu.
"Mexa-se princesinha! Não temos o dia todo!" Grunhiu.
Nesse instante surgiu no horizonte uma vela azul. Os piratas notaram o navio que se aproximava e começaram a gritar ordens e a puxar os escravos de volta ao compartimento de carga. Porém, o navio azul era tão rápido que em minutos estava quase ao lado do Princesa. No mastro principal havia uma bandeira branca com duas espadas azul-escuras. No convés, homens se apinhavam prontos para abordar o Princesa do Sangue.
Os piratas estavam agora desesperados e esqueceram dos escravos. Corriam para pegar suas armas e o capitão gritava ordens junto a Ulbu que fazia estalar o chicote enquanto empurrava os marujos de volta ao convés.
O navio azul bateu na lateral do Princesa e dezenas de homens armados com espadas e machados saltaram, abordando o navio pirata. Os homens usavam cotas de malha e túnicas verdes com detalhes em vermelho. No peito, traziam um brasão conhecido por Kara, o da família Gael, aliados de seu pai.
Kara tentou esconder-se enquanto os guerreiros atacavam os piratas mas foi derrubada por Garret, o halfling.
"Maldita mulher! Melhor usar você como escudo!" Disse o pirata mostrando a boca sem dentes.
"Melhor usar você como peso de papel!" Disse uma voz atrás de Kara.
A jovem virou-se e percebeu um elfo de longos cabelos castanhos trajando armadura de couro e uma espada longa. Os olhos amendoados do elfo eram azuis e sua pele bronzeada mostrava cicatrizes de batalha. Era belo. Talvez o homem mais belo que Kara havia visto e sorria como se estivesse num passei pelo campo.
"Deixe a moça e corra, halfling." Disse o elfo
"Morra desgraçado!" Gritou Garret atacando o elfo com uma lança curta.
O jovem elfo esquivou-se com graça e girou, deixando que Garret passasse por ele. Em seguida, seu braço desceu, cravando a lateral da espada na nuca do pirata, quase decepando sua cabeça. Garret caiu ali mesmo e o elfo apenas sorriu. Ele abaixou-se em direção a Kara e sorriu novamente dizendo "Venha comigo moça. Estará a salvo desses rufiões!"
O estranho levou Kara em segurança, vez o outra enfrentando um pirata e despachando-o pra o outro mundo com um golpe certeiro de sua lâmina e um belo sorriso no rosto. Ele pegou Kara no colo e, segurando uma corda, lançou-se de volta ao navio azul.
"Fique aqui senhorita. Voltarei o mais rápido possível." Ao dizer isso, o elfo beijou Kara e piscou para ela, saltando de volta ao Princesa para continuar a matança.
---
"Aravilar Amarathar, sua filha está escalando a cerca de novo. Você ensinou, agora trate de tirá-la de lá." Disse Kara enquanto dava de mamar a Egon, seu segundo filho com o elfo.
"Mamãe! Eu sou grande! Eu posso subir e descer sozinha!" Disse Keyra do alto da cerca.
"Sua mãe está certa Keyra. Desça já daí ou ficará sem histórias esta noite." Disse Aravilar com seu belo sorriso.
"Mas papai!" Choramingou a pequena meio-elfa.
"Nada de mas. Desça agora mesmo." Disse Aravilar rindo.
Kara sorriu ao ver sua pequena filha obedecendo e olhou para Egon que dormia em seus braços. Olhou em volta, observando a cerca de madeira e as paredes da casa simples onde morava em Ilíria. Desde que fora resgatada por Aravilar e os homens dos Gael, Kara havia deixado para trás a vida de riquezas de sua família. Havia mandado cartas para seu pai dizendo que estava bem e que estava apaixonada.
Kara Loderin casou-se com o espadachim elfo que a encantara durante o resgate e era feliz há cinco anos com ele. Tinha uma linda filha que havia herdado o gosto pela aventura de seu pai e um pequeno bebê de cachos loiros. Era feliz.
Longos anos se passaram até o dia em que Kara descobriu que sua filha estava aprendendo a lutar com Aravilar. No início, Kara detestou a idéia mas depois, quando viu o brilho nos olhos de Keyra quando seu pai a chamava de 'minha pequena aventureira', Kara entendeu que o destino da jovem estava traçado.
Por isso, quando Keyra saiu de casa dizendo que ia fazer fama e fortuna, Kara aceitou tranquilamente e beijou sua filha como se nunca mais a fosse ver.
Keyra Amarathar viajou por várias aldeias do reino mas passou a maior parte de sua vida em Ilíria, metendo-se em confusão ou vendendo suas habilidades com a espada. Em pouco tempo, a jovem meio-elfa era tão habilidosa como seu pai e havia se tornado uma mulher bela e astuta.
Tinha o sangue nobre e o espírito livre e estava destinada a grandes coisas.
Ultimamente ando me sentido como se fosse uma daquelas profissionais de mergulho em apnéia: estou tentando puxar a maior quantidade de ar que conseguir para dar conta de chegar lá no fundo do oceano, gelado e escuro. Oxigênio para enfrentar a pressão! Uhuu!
A sensação que tenho é a mesma de quando assisti ao Imensidão Azul, filme francês de 1988, pela primeira vez. Lembro que o mocinho em questão tinha uma relação meio esquisita com o mar e com golfinhos. Minhas cenas favoritas são aquelas em que ele está lá no fundão do oceano, que mais parece um espaço sideral sem estrelas, interagindo com os golfinhos. Eu até simpatizei com o jeito que ele morreu. Pensei: taí um cara que morreu feliz.
Nossa, pra que maconha se as loucuras da minha cabeça já fazem todo o serviço?
Domingo agora vai ser o tal concurso que todos vocês já sabem qual é (ele é um dos motivos que está me fazendo suspirar, mas não o único). Apesar de ter estudado bastante, não me vejo com muitas chances de aprovação. Não estudo redação desde o pré-vestibular, portanto, mesmo que eu passe na primeira etapa, acho difícil ser aprovada na segunda. No final das contas, creio que terei mais chances no ano que vem.
O engraçado é que eu estou muito mais tranquila hoje que no ano passando, quando não havia estudado nada. Não sei se é devida a boa influência de pessoas com quem estou convivendo lá no cursinho ou a outro assunto que andou ocupando (e muito) a minha cabeça nessas duas últimas semanas. Assunto bom. Pelo menos está me dando uma animação nova, um gás novo. Sei que deveria “me jogar”, mas infelizmente no tengo cojones para tal – pelo menos não enquanto eu não tiver certeza de umas coisas. Não sei no que vai dar... Aparentemente, em lugar nenhum...
Bom, é isso. Existe vida após o TPS e estou doida pra que ela chegue logo. Novos ares, novas expectativas. Quero demais me livrar dessa prova logo, fazer o que tiver que ser feito, ir embora e começar tudo de novo, quem sabe até mudando algumas coisas. E, claro, ver se pelo menos na chapada eu vou! Ficar presa em Brasília não faz bem a ninguém!
Ah! Depois do TPS todos nós vamos para o Beirute da asa norte tomar umas. Quem quiser aparecer será muito bem vindo! E, como diria a Sacha Girl, pessoas estarão na promoção (mas não divulguem essa parte, pode pegar mal pra gente). =D
Ao som de: Paquitas New Generation – Planeta Dance
Essa é uma série nova que eu resolvi colocar no meu hall de “coisas de qualidade” que se tem pra ver na TV atualmente. Foi minha mãe que me apresentou. Eu não dava nada por ela até ver o elenco. Quem tem boa memória e gosta desse tipo de programa (séries norte-americanas) vai ficar bem impressionado com a quantidade de gente famosa que participa:
Julianna Margulies – mais conhecida por Carol (ER), Snakes on a plane, Ghost Ship.
Chris Noth – Mr. Big (Sex and the City), Law and Order: Criminal Intent.
Josh Charles – T. J. McCabe (S.W.A.T.), In Treatment.
Christine Baranski – Tanya (Mamma Mia!), The Big Bang Theory.
Archie Panjabi – Asra (A Mighty Heart), Traitor.
Matt Czuchry – Logan (Gilmore Girls).
Bom, acho que deu pra ter uma idéia do elenco. Mas o melhor de tudo não é o elenco em si e sim o produtor (e algumas vezes direto), Ridley Scott. Eu adoro esse sujeito! Quem não o reconhece por nome não se preocupe, com certeza você já assistiu alguma coisa dele: Rede de Mentiras, O Gângster, Gladiador, Thelma e Louise, Blade Runner, Alien, O Oitavo Passageiro e muitos outros. Em outras palavras, o cara é completamente sensacional!
Todos sabem que eu tenho uma quedinha por ficção científica e não me dou muito bem com essas séries mais sérias. The Good Wife não é dramalhão e tem lá seus momentos engraçados. Trata de um assunto muito delicado e a abordagem é interessante.
Como eu acabei de chegar de um churrasco e to doida pra tomar um bom banho, vou deixar vocês com esse vídeo logo abaixo. Assisti aos primeiros 7 episódios e estou intrigada, acho que ela pode evoluir bastante e se tornar muito boa.
Não é Paranóia se Eles Estão Me Seguindo! (o título desse post é continuação do título do post do dia 01/11/2004)
Conversando com o Creomar outro dia comecei a lembrar de alguns episódios da minha vida que foram registrados aqui. Olhando os arquivos (por incrível que pareça o PC da minha tia está acessando direitinho) achei umas pérolas históricas que até hoje fazem parte dos meus “dizeres”. Um deles está no post Quando Se Pensa Demais de outubro de 2004. A frase memorável do post é “Caralho Mulher, EVOLUA!” Pode parecer babaca, mas até hoje a Lee a usa quando está realmente aborrecida com alguma amiga. E se não me engano esse foi o primeiro post que eu escrevi com sangue nos olhos, com muito ódio de certas pessoas que hoje não fazem mais parte da minha vida e estão há muito superadas.
Nesse mesmo ano escrevi um post muito legal sobre meu primeiro amor. Nossa gente... É tão estranho ler essas coisas antigas e ver o quanto elas faziam sentido naquela época. Mas o bacana desse post - Coisas do Coração (fevereiro) - é que até hoje eu aceito muito do que escrevi, e olha que tinha só 18 anos na época. Achei válida a minha tentativa de expressar o quanto eu fui capaz de amar alguém e saber o quanto fui amada também – e o quanto doeu quando tudo terminou. Tá certo que meu estilo de escrita mudou bastante nesses últimos anos, mas foi muito bom reler esse post. Como se eu encontrasse aquela Camila inocente e purinha daquela época. Parece que foi há milhões de anos atrás...
O ano de 2003 não teve um post específico marcante. Como foi o ano de estréia do blog, eu fiquei com a mania de atualizá-lo várias vezes por dia, na maioria das vezes contando coisas banais que me foram acontecendo. Acabei de ler um texto postado exatamente um dia antes da minha prova de direção, eu estava nervosa pra caramba! Hehehe, cada coisa que eu escrevi lá. E as pessoas ainda davam a maior corda! E o mais interessante é que praticamente ninguém daquela época continua na minha vida hoje. Gang Ya e Crocks principalmente. Nossa, tem anos que nem pronuncio essas palavras!
2005 foi um ano agitado no Franjas, mas não foi só devida a London Season não: um daqueles dizeres referidos no primeiro parágrafo foi tirado do post Quando a Liguinha Não Existe Mais (fevereiro). A tal da liguinha é um teoria que eu bolei aos 10 anos de idade e que ainda utilizo. Ainda me lembro da Lee virando pra mim “Porra Kay, liguinha de plástico! Porque você não se dedica á pessoas ligadas por liguinha de ferro?” Sensacional! Os demais posts desse ano são sobre minhas aventuras na Europa, coisas que deram certo e outras que deram errado. Escrevi um bocado em inglês. Cada coisa...
O ano seguinte, 2006, foi marcante pela força que a galera do Mãe da Foca atingiu. Era Mãe da Foca pra lá, pra cá, pra todo lugar! Inclusive, até hoje digo com muito orgulho que essa é minha galera favorita e gosto muito de todos! A Madrecita tá aí pra provar isso. Um post bem simpático foi o Porque, Além de Mãe da Foca, Somos Policísticos (maio). Sempre me faz rir horrores (outro post mais ou menos nessa linha foi o Clube de Leitura: A Missão – novembro de 2007). Ah, 2006 também foi o ano de criação dos NISBs (Novos Internacionalistas Salvadores do Brasil). Como é bom fazer faculdade e sair cheia de ideologias e delírios de grandeza! Na boa, é uma sensação maravilhosa que eu recomendo a todos. Não existe nada melhor que seus anos na faculdade! E tenho dito!
MAS com certeza um dos textos mais doidos de escrever foi o Mãe Morte, de setembro. Ele é, sem sombra de dúvida, o mais intenso que já escrevi. Sério, me emociono até hoje. Mãe é um negócio complicado, vocês exercem um poder incrível sobre os filhos. É uma força tão forte, tão surreal, que os acontecimentos daquele mês me deixaram desnorteada. Tem gente que realmente não merece o que recebe. Mas enfim, é aquela história do Big Brother Divino, ou do senso de humor do universo: a sacanagem vai muito além da Lei de Murphy.
2007 foi com certeza marcado pela Disney Season, com todos os e-mails que eu mandava para familiares e amigos, com direito a fotos e tudo para ilustrar os acontecimentos. Foi realmente uma experiência maravilhosa! E um post que realiza um contraste com esses da Disney é o Tempo de Decisões (ou Ampliação das Confusões) de abril. Esse é um post importante pra mim, pois foi o primeiro escrito que tratou a saudade do exterior como uma coisa positiva. Essa coisa que eu tenho de colocar a cara a tapa, de virar a “amiga barraqueira”, me seduz horrores! Sem falar que foi a única vez na vida que eu me arrisquei em fazer uma lista de coisas que tenho que fazer antes de morrer. Ficou engraçada, vale à pena ler!
Outro post de 2007 que vale a pena dar uma olhada é o Os Filmes da Minha Vida!, de dezembro. Eu não sou de fazer listinhas, mas acabei ensaiando 10 filmes que fizeram parte da minha vida de forma especial (entenda bem: não são os melhores, são os importantes). Lembro que pensei semanas até chegar a uma conclusão aceitável. Mas, mesmo assim, não ficou tão perfeita. Ainda tenho que fazer uma para os filmes da infância e outra para as novas descobertas – filmes antigos que estou tendo a chance de assistir e me apaixonar. Taí uma idéia para um próximo post... =)
Bom, todos temos nossos períodos de crise. O do Franjas na Testa com certeza foi 2008. Acredito que, no fundo, foi tudo reflexo das coisas que eu estava passando na minha vida pessoal. Foi o ano em que formei no CEUB, quando comecei a me questionar sobre os rumos da minha vida, sobre o que eu realmente quero, etc. O problema é que eu tentava escrever como se essas coisas não estivessem acontecendo, não as encarava. Minha produtividade caiu horrores, meus posts ficaram chatos, não estava me encontrando enquanto escrevia. A parada foi tão ruim que o único post que presta é o Balança de Pagamentos, de dezembro. Nele eu digo algumas asneiras como “o blog perdeu a liguinha” ou “pensei em destruir isso aqui”. Nossa, sem noção! É muito ruim quando você vê o quanto seu ano foi improdutivo, o quanto você se perdeu no meio do tiroteio. Mas esse post foi bom, pois depois dele voltei ao normal. O ano seguinte foi mais proveitoso!
2009 foi um ano importante para o Franjas pelo simples fato de ele voltar a ser importante pra mim como fora no início. Em vez de me obrigar a postar textos pouco interessantes, passei a postar textos como se fosse uma válvula de escape, como se eu realmente NECESSITASSE escrever para me sentir melhor. E foi bem por aí. As primeiras postagens são revoltadas, falam sobre meus defeitos e o que eu estava fazendo para tentar lidar com eles (coisa que eu deveria ter feito em 2008 e não fiz).
Anyways, com certeza o post mais pessoal desse ano foi o It’s All Relative / Beco Never Again (maio), que recebeu até uma atualização dois dias depois. Esse foi o segundo texto do Franjas que pessoas sugeriram mandar por e-mail para conhecidos como se fosse uma corrente. Como eu odeio correntes, não permiti. O chato é que, uma vez na internet, você não sabe onde seus textos, suas fotos, vão parar. Mas enfim, o texto tá lá pra quem quiser ver – inclusive, o Gene conheceu hoje, por acidente, a personagem principal do post! Que honra, hein!
Coisas Babacas Que me Irritam (setembro) foi um post que gerou certa “polêmica”. Acho que eu toquei em um ponto em que as pessoas já têm suas respectivas opiniões muito bem definidas e as defendem com unhas e dentes. Eu continuo achando essas coisas babacas e elas continuam me irritando. =P O Bloqueio Artístico, de novembro, e o Preto e Branco, de dezembro, são posts mais tranqüilos e sinceros. Foram dois posts que eu precisava escrever e me senti muito melhor depois de tê-los postado.
E aqui estou: depois de dois dias escrevendo esse enorme texto, e depois de reler cada redação que já usei para atualizar o Franjas, encerro minha “homenagem” ao meu próprio blog. Pode parecer arrogante (ou até um narcisismo-egocêntrico exacerbado) da minha parte, mas não é todo dia que ameaçam deletar o seu diário (que você passou sete anos escrevendo).
Bom, é isso. Espero que isso não seja uma despedida. Espero que seja mais um dos post importantes que tive a chance de escrever por aqui. E que muitos ainda venham!
Ao som de: foram dois dias escrevendo. Foram MUITAS músicas!
Pelo o que eu entendi o Blogger não é mais da Globo.com. Isso quer dizer que sabe-se lá quem é o dono do site que hospeda esse blog. Isso quer dizer, como a atendente bem disse, o dono pode ser algum site mega fodão do exterior e eu não posso fazer nada para ter acesso. Estranho, pois ainda é possível entrar e postar por aqui, na globo.
Vou falar a verdade e dizer que estou quase chorando aqui. É muito ruim deletarem algo que você foi construindo com muito carinho pelos últimos 7 anos. Quem me dera ter salvado meus posts...
É isso. Ainda vou teimar aqui, entrar todos os dias, ver se a Globo tem piedade de mim e reativa o Franjas. Não me imagino começando um novo blog...
E fico por aqui. Muito chateada! Espero que tudo se resolva.
Eu nunca tive essas manias de set up goals de ano novo, fazer promessas e tentar cumprí-las durante o ano. Minha família não tem tradição nessas coisas. Mas, fiz uma coisa legal sábado que espero continuar fazendo neste ano: enfrentar minhas frescuras.
Frescuras? Sim, frescuras! Não são medos, não são inseguranças, são frescuras! Sou cheia delas. São aquelas manias que você sempre teve e que são completamente inúteis – e que algumas vezes podem até atrapalhar seu convívio social. Não me sacaneie, você pode ter uma também!
A frescura da vez foi a irritante mania que eu tenho de odiar fazer as coisas sozinha. Não digo que dependo dos outros para fazer coisas, pois sou uma pessoa de iniciativa. To falando as coisas práticas da vida. Por exemplo, eu nunca fui à um restaurante sozinha jantar. ODEIO pessoas que não são pontuais e me fazem esperar no shopping com cara de babaca. Enfim, exemplos são muitos, não me estenderei.
Sábado, depois de deixar minha irmã no aeroporto, precisava ver um preço de um livro e me dirigi à Livraria Cultura. Liguei para todos os meus amigos do Guará e nenhum deles estava disponível pra ir comigo. Fui de boa, porque afinal, tinha um objetivo simples, que era ir, comprar, ir embora. Coisa rápida, objetiva, de 10 minutos no máximo. Chegando lá eu resolvi dar uma volta. Uma voltinha não faz mal a ninguém...
Comecei a me sentir estranha e logo me bateu uma vontade louca de sair de lá. Mas resisti bravamente e comprei um ingresso para assistir Lula, O Filho do Brasil. Foi a primeira vez que fui ao cinema sozinha no Brasil. Isso é uma coisa que sempre me chamou muita atenção: no exterior eu sempre tive “as caras” de fazer de tudo independente da opinião alheia, sozinha ou acompanhada, na hora que eu achava mais oportuno. Aqui no Brasil (principalmente em Brasília) e sinto essa “necessidade” de ter alguém comigo. Como se fosse algo vergonhoso estar desacompanhada.
Deu pra entender?
Enfim, isso tudo pra dizer que fui ao shopping, passeei, fui ao cinema e ainda passei numa temakeria depois. All by myself! Sim, estou orgulhosa! Pode não ser nada para outras pessoas, mas pra mim foi um grande passo. Pretendo continuar evoluindo nesse quesito. Vamos ver no que vai dar!
O primeiro final de semana do ano foi bom, com direito a sessão dupla de cinema, churrasco, baladinha eletrônica (que fazia tempo que eu não ia) e estudos. A virada do ano foi ótima também, tanto o restaurante com a família quanto a balada lá no raio que o parta com os amigos do curso. Começar o ano ouvindo o bom e velho rock and roll foi SENSACIONAL! Para começar com chave de ouro!
Para fechar o post só falta dizer que tem link novo ali no canto, dedicado à nova campanha de RPG que estou jogando (a espada rubra). Espero que esse vá pra frente, tenho grandes esperanças! \o/
Esse será, provavelmente, o último post do ano. Estou tem umas duas semanas escrevendo um monte de coisas legais e imaginando uma porção de textos interessantes, mas não consigo acesso à internet para postá-los. Talvez mês que vem eu consiga atualizar tudo o que quero por aqui.
Resolvi passar a virada do ano com um vestido branco e as unhas pintadas de preto. Se eu tivesse algum vestido bonito só preto, o usaria. A intenção é enterrar algumas coisas que aconteceram nesse ano, coisas ruins que não quero passar novamente. Mas como nem tudo é desgraça (ainda bem, né?) resolvi passar de branco mesmo. Como se fosse para comemorar as coisas legais que aconteceram.
O início foi bem complicado. Meu primeiro ano como formada e sem estudar pela primeira vez, mantive o foco e passei a me dedicar sério aos estudos. Apesar de ter sido muito difícil no começo, as coisas foram melhorando no segundo semestre. Lembro que nos primeiros 6 meses do ano eu acordava todo santo dia e olhava para o teto enquanto indagava “é isso mesmo que eu quero? Estou fazendo o que é certo para a minha vida?” e blábláblá. É muito ruim sentir que você está perdendo seu tempo se dedicando á uma coisa tão incerta, tão difícil e tão longe da sua realidade.
Dois de meus melhores amigos foram embora para outras cidades do Brasil (pelo menos!). Até hoje não me acostumei á idéia do Jonas e da Liane morarem tão longe. Apesar de nada ter mudado na amizade, sinto falta dos domingos de clube de leitura, de colocar a cabeça pra funcionar de um jeito diferente, de ler textos não-acadêmicos e debatê-los, essas coisas. Sinto que fico mais burra a cada dia que passa. É sério!
Problemas em família foram muitos! Fora o câncer da minha irmã, rolou a internação da minha avó, briga na família e outros acontecimentos chatos que vocês leitores (os poucos que restaram) acompanharam aqui pelo blog todos os meses. Não vou me estender porque essa parte é a que eu realmente quero enterrar. A única “novidade” é que minha prima Nat está internada tem mais de uma semana sem saber direito qual é o problema – a parada é meio House saca? Os médicos estão fazendo muitos testes e cirurgia para averiguar todas as opções. Parece que hoje ela apresentou melhora, mas ainda estamos muito preocupados. Força aí prima Nat!
Mas coisas boas também aconteceram. Pra começar, como todos sabem, eu sou um ser que depende de pessoas, de amizades. Posso dizer com todas as letras que nesse sentido o ano foi bem proveitoso, pois tive a chance de conhecer pessoas incríveis que me fazem muito bem. Consegui também de me reconectar á amigos antigos que me são muito importantes – a Madrecita é exemplo perfeito disso. Sem falar que o tal do Facebook é uma farra, está me fazendo encontrar muita gente que não via á tempos, principalmente as pessoas da London Season e da Disney Season.
Foi um ano também de conhecimentos, não só acadêmicos. Já escrevi aqui no Franjas que eu tenho um problema sério em perdoar os outros. Estou trabalhando nisso e já me sinto mais tolerante, parei de definitivamente deletar as pessoas da minha vida. Percebi também que a resposta para os problemas de um é diferente da resposta para meus problemas. Digo isso muito em função da mudança da Liane para SP. Hoje, tenho certeza absoluta que tentar a vida por lá não me faria mais feliz e, principalmente, não me traria 1/3 da satisfação que trás pra ela. Quando percebi isso, me senti muito aliviada. Vocês não fazem idéia!
Aprendi com meus erros. Aprender com os erros é difícil, mas necessário. O único problema é que eu não acho isso bonito. Não a parte de aprender, mas a parte de errar. Você sabe que errou, mas como pode ter certeza de que aprendeu? Falando nisso, tenho que aprender a ser mais humilde. Eu cobro muito dos outros até hoje, e faço isso de forma consciente, já que eu tento não errar e os outros erram comigo e nem se constrangem com isso. Mas isso é parte do processo “ficar mais tolerante”. To me esforçando! Prometo!
No geral, acredito que deu pra crescer nesse ano, mas realmente espero que 2010 seja melhor pelo menos na parte de saúde da família. Família não é tudo, mas é uma parte considerável (minha mãe me mata se ler isso). Novos amigos, como sempre, serão bem vindos. Um empreguinho na área também seria demais!
E assim vamos tocando a vida. Dias felizes e tristes todos misturados, compreensão e apoio versus conflitos e desilusões. Pé no chão sempre, mas vendo a vida colorida. Afinal, ela é mesmo. Como diria uma conhecida muito sábia:
A vida é bela
A febre é amarela
E a gente vai levando...
Agora, só pra descontrair, abaixo está um trabalho que a Luca fez para a UnB. Ficou muito bom, sempre me da vontade de rir horrores.
Me despeço agora. Desejo a todos um 2010 maravilhoso, cheio de conquistas e saúde, sem brigas e com muitas alegrias. Ou seja, tudo o que eu desejo pra mim, desejo pra você! Assim, tudo fica nos conformes. =)
Quarta-feira tinha tudo para ser lembrado como um dia de conquista, de triunfo, mas se transformou em um dia de muita frustração. Estou me sentindo horrível até agora. É muito ruim quando você percebe que suas melhores intenções não corresponderam ao que você tanto almejava – muito pelo contrário, foram sua ruína. Só de imaginar que três ou quatro palavras resolveriam tudo...
Levantar a cabeça, bola pra frente! Tentar não cometer os erros que foram claramente resultado de pouca experiência. Espero que chances iguais a essa (ou até melhores) apareçam em um futuro próximo. Talvez eu aprenda a não ferrar tudo até lá...
O e-mail a seguir foi enviado com prioridade alta para um gabinete cheio de funcionários. Tirem suas próprias conclusões.
“A orgulhosa chefia de gabinete agradece os cumprimentos encaminhados em face da maravilhosa vitória rubro-negra, acontecida ontem no sacro santo palco do Maraca, bem como aqueles que, certamente, ainda serão apresentados pelas diversas facções de sofredores coadjuvantes que abrilhantaram a espetacular e definitiva conquista.
Extremamente hexa feliz, também reitera a simpática liberação de algumas discretas comemorações pacificas, tais como rojões de três tiros (de 6 é melhor), bandeiras de qualquer tamanha ou tecido (com ou sem bambú), apitos, qualquer tipo de corneta de plástico ou metal (com o som limitado ao máximo de 300 decibéis), além de sinalizadores navais (apenas na cor vermelha), fumaça preta e declarações apaixonadas de amor ao Manto Sagrado.
Saudações hexa rubro negras e lembrem-se:
‘O sujeito que não for pelo menos algum dia Flamengo, não viveu’
O Flamengo é uma força da natureza.
Quando o Flamengo espirra, é o futebol brasileiro que fica resfriado.”
Sensacional! Nada como começar a semana com uma brincadeirinha de bom gosto!
Beijos pra Nação Rubro-negra, que acabou de ganhar troféu de ouro de melhor torcida do ano de acordo com a CBF. \o/
Ah, o Andrade acabou de ganhar melhor técnico! Merecido!!
Um abraço especial para o Creomar. Saudações rubro-negras!
Ah sim! Gente, novo blog nos links ali ao lado: Chez Lulu. Bom conteúdo diretamente de Buenos Aires, principalmente para quem gosta de design, artes, cinema e gastronomia. Divirtam-se nele, vale a pena. =)